Psicóloga Clínica | CRP 12/20169

A importância do autocuidado

Estamos no mês de outubro que é considerado o mês da prevenção do câncer de mama e do autocuidado.

Pequenas atitudes, como fazer o auto-exame e fazer os exames de rotina são muito importantes, podem salvar a sua vida. O diagnóstico precoce do câncer de mama pode dar a você até 90% de chance de cura.

Eu quero contar pra vocês a minha história.

Em 2015 mediante exames de rotina fui diagnosticada com CA na mama direita. Foi um momento de muita dor, medo, incertezas. Tinha medo de como seria o tratamento, tinha medo de que precisassem retirar a mama toda, se ficaria bem, se perderia meu cabelo… Eu como sempre fui muito vaidosa, naquele momento estava totalmente sem chão e com uma insegurança total.

Fiz a biopsia e o resultado foi confirmado, carcinoma invasivo ductal. Então, comecei o tratamento, cirurgia para a retirada do tumor, felizmente, foi retirado somente o quadrante onde o tumor estava. Isso foi para biopsia novamente para saber o tipo de tratamento, que tipo de quimioterapia, o que para minha surpresa, depois de 30 dias, levei o resultado para meu oncologista e não foi preciso fazer a quimioterapia, apenas fiz as radioterapia por mais de 30 dias, e por mais de 5 anos fiz o uso de tamoxifeno e anastrazol. Foram anos muito difíceis de muita dor e incerteza, a cada seis meses, novos exames o coração ficava angustiado. Já se passaram sete anos e os cuidados continuam. O que antes eram de seis em seis meses, agora uma vez por ano, porém sempre atenta a qualquer mudança no corpo.

Essa é a minha história com o câncer de mama, que poderia ter sido muito pior se eu não tivesse os cuidados que sempre tive em fazer os exames de rotina no tempo certo.

Então, se eu posso dizer algo sobre isso é faça o auto-exame e faça os exames de rotina, isso pode salvar a sua vida.

Sou psicóloga clínica com foco em Gestalt-terapia, dedicada a acompanhar pessoas em seus processos de descoberta e fortalecimento emocional. Meu trabalho é fundamentado na ética, no sigilo profissional e, acima de tudo, no respeito à fenomenologia de cada ser. Acredito na terapia como um campo de acolhimento humano, onde a presença e a relação terapêutica são as principais ferramentas para a transformação e a autonomia.